O filósofo italiano Toni Negri analisa a invasão do Iraque pelos Estados Unidos como uma derrota americana. Em entrevista no revitalizado Hotel Bauen, Negri assegurou uma perspectiva auspiciosa para América Latina e criticou a esquerda tradicional da Europa.
Por Verónica Gago, Página 12
Tradução Fábio Malini
O filósofo e militante italiano Toni Negri está na Argentina pela segunda vez. Antes passou pelo Chile e Brasil. Depois da polêmica mundial das teses de Império (sobre o fim do imperialismo clássico), agora o intelectual está convencido de que a América Latina vive um tempo anômalo, porque deixou de ser o “quintal” dos Estados Unidos. Da crise argentina de 2001 à atual crise brasileira, passando pelo fracassado golpe na Venezuela e as revoltas andinas, Negri percebe um sintoma profundo e continental de mudança na América LAtina, capaz de dar vazão a um multilateralismo que disputa com a pretensão norteamericana de soberania imperial. Em seu diálogo com Página/12 insiste em afirma que a América Latina está mais avançada que a Europa para pensar a relação entre os movimento sociais e os governos na experimentação de um radicalismo democrático. Leia o resto deste post »
Escrito por revistaglobal
Escrito por revistaglobal