Lula é muitos, por Negri e Cocco

dezembro 18, 2006

Mais um artigo de Giuseppe Cocco e Antonio Negri publicado na Folha de São Paulo. Com o título que virou lema das eleições, Lula é muitos, os intelectuais defendem que o governo do atual presidente é o mais democrático pelo fato de ser não só representante dos movimentos mas também, em parte, sua expressão.

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Lazzarato é entrevistado pela Carta Maior

dezembro 17, 2006

Em entrevista exclusiva à Carta Maior, o filósofo e sociólogo italiano radicado na França fala sobre o trabalho imaterial, capitalismo cognitivo, futuro das esquerdas, pós-socialismo e sobre seu trabalho com artistas desempregados na França.

Capitalismo cognitivo e trabalho imaterial

Eduardo Carvalho, Carta Maior

Maurizio Lazzarato é sociólogo independente e filósofo italiano que vive e trabalha em Paris onde realiza pesquisas sobre a temática do trabalho imaterial, a ontologia do trabalho, o capitalismo cognitivo e os movimentos pós-socialistas. Escreve também sobre cinema, vídeo e as novas tecnologias de produção de imagem. Leia o resto deste post »


O comunismo da atenção

dezembro 10, 2006

O professor da UFES Fábio Malini palestrou no evento Capitalismo Cognitivo, no CCBB. Malini analisou as transformações que as mídias colaborativas estão produzindo na sociedade contemporânea. O professor titulou sua intervenção de O comunismo da atenção.

A palestra está disponível em pdf ou em doc.

Agora as páginas dos jornais online primam pelo excesso, quanto mais informação melhor. É uma disputa por atenção. Queria falar que é uma disputa tão ferrenha, que o Google está priorizando, quando fazemos uma busca, apresentar resultados dessa colabosfera comunista. Não sei se repararam isto. Se procurarem algo sobre capitalismo cognitivo, as primeiras páginas lhe remetem para blogs, wikipedia, youtube etc. É para tirar a atenção dos grandes portais e ficar com a atenção para si (Google), que cada vez mais está ampliando a sua carteira de top-minds: Blogger, Youtube, Gmail, Google Maps, Google Earth, Orkut, e assim vai… Gerir a atenção e não mais a audiência é o que busca o Google. É o modo básico do capitalismo cognitivo, produzir valores intangíveis da logomarca e se tornar proprietário desse comunismo da atenção. O Google já sacou que o ideal é ser dono do comunismo da atenção, enquanto as corporações midiáticos estão ainda na era do conteúdo. O conteúdo precisa ser liberado para que se possa existir novas mídias colaborativas, que serão compradas pelo Google.

O evento foi organizado pela Rede Universidade Nômade, contando com a participação de pesquisadores brasileiros e franceses.


Antonio Negri: a constituição do comum

dezembro 10, 2006

O filósofo italiano Antonio Negri palestra sobre Império, Multidão e a Constituição do Comum. O evento contou com a presença do ministro da Cultura, Gilberto Gil.


A derrota dos EUA é política, diz Negri

novembro 1, 2005

O filósofo italiano Toni Negri analisa a invasão do Iraque pelos Estados Unidos como uma derrota americana. Em entrevista no revitalizado Hotel Bauen, Negri assegurou uma perspectiva auspiciosa para América Latina e criticou a esquerda tradicional da Europa.

Por Verónica Gago, Página 12

Tradução Fábio Malini


O filósofo e militante italiano Toni Negri está na Argentina pela segunda vez. Antes passou pelo Chile e Brasil. Depois da polêmica mundial das teses de Império (sobre o fim do imperialismo clássico), agora o intelectual está convencido de que a América Latina vive um tempo anômalo, porque deixou de ser o “quintal” dos Estados Unidos. Da crise argentina de 2001 à atual crise brasileira, passando pelo fracassado golpe na Venezuela e as revoltas andinas, Negri percebe um sintoma profundo e continental de mudança na América LAtina, capaz de dar vazão a um multilateralismo que disputa com a pretensão norteamericana de soberania imperial. Em seu diálogo com Página/12 insiste em afirma que a América Latina está mais avançada que a Europa para pensar a relação entre os movimento sociais e os governos na experimentação de um radicalismo democrático.
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O complexo de Harry Potter

novembro 1, 2005

Caderno Mais. Folha de São Paulo. 30/10/2005


O sociólogo alemão Robert Kurz critica o neo-utopismo tecnológico e a noção de “trabalho imaterial” desenvolvidos por Antonio Negri e Michael Hardt em seu livro “Multidão”, que está saindo no Brasil

ROBERT KURZ
COLUNISTA DA FOLHA

Um aspecto do êxito mundial de “Harry Potter” consiste talvez no fato de um desejo infantil ser despertado. É que, em tempos de crise, seria sumamente agradável reduzir a pó todos os problemas com uma vara de condão. Os turbo-consumidores dos anos 90, cujo dinheiro infelizmente se esvaiu nesse meio tempo, encontram-se em busca da última palavra em fantasia ideológica, com a qual podem escapulir, sem mais esforços de emancipação, da realidade agora arriscada.

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