O comunismo da atenção

dezembro 10, 2006

O professor da UFES Fábio Malini palestrou no evento Capitalismo Cognitivo, no CCBB. Malini analisou as transformações que as mídias colaborativas estão produzindo na sociedade contemporânea. O professor titulou sua intervenção de O comunismo da atenção.

A palestra está disponível em pdf ou em doc.

Agora as páginas dos jornais online primam pelo excesso, quanto mais informação melhor. É uma disputa por atenção. Queria falar que é uma disputa tão ferrenha, que o Google está priorizando, quando fazemos uma busca, apresentar resultados dessa colabosfera comunista. Não sei se repararam isto. Se procurarem algo sobre capitalismo cognitivo, as primeiras páginas lhe remetem para blogs, wikipedia, youtube etc. É para tirar a atenção dos grandes portais e ficar com a atenção para si (Google), que cada vez mais está ampliando a sua carteira de top-minds: Blogger, Youtube, Gmail, Google Maps, Google Earth, Orkut, e assim vai… Gerir a atenção e não mais a audiência é o que busca o Google. É o modo básico do capitalismo cognitivo, produzir valores intangíveis da logomarca e se tornar proprietário desse comunismo da atenção. O Google já sacou que o ideal é ser dono do comunismo da atenção, enquanto as corporações midiáticos estão ainda na era do conteúdo. O conteúdo precisa ser liberado para que se possa existir novas mídias colaborativas, que serão compradas pelo Google.

O evento foi organizado pela Rede Universidade Nômade, contando com a participação de pesquisadores brasileiros e franceses.

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